Renovar
a Comunidade
Pe.
Decio Podenski – Pároco
Não
basta fundar comunidades. Muitas vezes acontece que as comunidades,
iniciadas com muito entusiasmo, desanimam e perdem o rumo, pois
não é fácil manter o rumo certo no meio de
tantas tendências e movimentos, tantas Igrejas e grupos
religiosos. É preciso saber animá-las, para que
possam manter-se firmes no caminho do Evangelho e crescer até
a maturidade de Jesus. (Ef. 4,13). Hoje isto se faz de muitas
maneiras. Em nossa Diocese, neste ano, acontece através
da Assembléia paroquial, que retoma e encaminha o Encontrão
dos Conselhos e Lideranças da Região Pastoral. Esta
proposta não é “uma coisa a mais que temos
que fazer”, mas a continuidade da reflexão sobre
o âmbito da “Comunidade”, conforme propõe
as Diretrizes da Ação Evangelizadora.
Depois que Jesus parte, a comunidade não fica sozinha,
fica com o Espírito Santo, como verificamos no relato das
primeiras comunidades: "–Eram perseverantes em ouvir
o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna,
no partir do pão e nas orações. O temor se
apoderava de todos, pois os apóstolos realizavam muitos
prodígios e sinais." (At. 2,42-43)
Para animar é preciso ver como estão nossas comunidades.
O que cada comunidade faz, como formação. Na Catequese,
no encontro de jovens, nos ministros, na formação
litúrgica, nos estudos bíblicos, nos cursos para
noivos, de Batismo.
A Igreja tem uma infinidade de opções de formação
que muitas vezes que não é devidamente aproveitado
pelos seus membros, sabemos que muitos participam de cursos de
formação somente por obrigação, ou
por que a comunidade local exige ou por medo do castigo divino.
A formação existente atende as necessidades e desafio
de nossa Comunidade?
A organização é outro ponto importante na
vida da Igreja. É pela organização que se
constrói a comunhão. Hoje a construção
da comunhão é muito difícil não bastam,
porém estruturas para que haja uma caminhada de comunhão
e participação dentro da comunidade paroquial. É
necessário que haja, uma base, uma idéia-mestra,
que á a atitude de co-responsabilidade propiciada e assumida
pelos membros da comunidade, especialmente pelos seus agentes
de pastorais. A organização existente permite a
participação e co-responsabilidade de todos para
com a comunidade.
Um dos grandes problemas postos a Igreja em nossos dias, vem a
ser a transmissão de fé para as novas gerações.
É urgente e necessário anunciar e testemunhar a
pessoa de Jesus integralmente, por isso precisamos deixar Jesus
a nos falar. Precisamos de uma espiritualidade que nos dê
um rumo, valorizando nossas celebrações da vida,
retiros e encontros. É nestes momentos que Jesus passa
a nos falar. O que nós celebramos a nossa espiritualidade
é suficiente para vivermos a nossa relação
com a vida de Jesus?
O
que buscamos com nossa formação, com nossa organização
com nossa espiritualidade, conseguimos uma transformação
com sinais de esperança a nosso povo. Somos reveladores
de sinais de vida transformadora em nossa sociedade?
A tendência individualista é buscar milagres e respostas
individuais para os problemas. Na prática, Jesus realizou
sinais que transformavam o modo de pensar, agir e vivenciar o
reino de Deus.
A renovação da nossa comunidade, passa a acontecer
quando membros de uma comunidade se comprometem em animar-se e
animar a comunidade. Sabemos que a felicidade não se dá
no EU, mas no NÓS. É essa a atitude de Jesus Cristo,
procurou demonstrar vivenciada pelos primeiras comunidade, texto
que nos inspirou a esta reflexão.